O que têm em comum as empresas como a gigante farmacêutica Suíça Novartis com a divisão Norte Americana da Toyota?
Elas foram classificadas entre as cinquenta primeiras num total de 1.600 inscritas na avaliação anual do ano passado da “DiversityIn”, uma publicação estadunidense que anualmente reconhece aquelas companhias identificadas com melhores práticas na questão da diversidade da força de trabalho.
Outras que ficaram entre as cinquenta: a Francesa Sodexo; a Alemã BASF; a multinacional do setor de consumo Procter & Gamble e a Time Warner.
De fato mais e mais empresas têm prestado atenção na importância de compor seus quadros de pessoas o mais variado possível quanto a aspectos relevantes de: idade; raça; gênero; nacionalidade e orientação sexual. A prática demonstra que os grupos de trabalhadores de diferentes perfis são mais produtivos e os formuladores das melhores soluções para os desafios enfrentados no empreendimento.
As visões e experiências acumuladas por um grupo diversificado de pessoas contribuem positivamente em questões relevantes, como no desenho de processos de trabalho e ainda ajudam no sucesso da execução e atingimento de metas. Afinal como dizia o escritor brasileiro Nelson Rodrigues: “a unanimidade é burra!”.
É possível observar que boa parte das empresas, principalmente as de médio e grande porte, adota a questão da diversidade como ponto importante na lista dos “valores” que junto à missão e visão vêm a constituir a espinha dorsal da cultura empresarial. Claro está que não basta difundir, e sim que é vital a adesão de todos os funcionários a esse tripé: Visão, Missão e Valores.
À liderança cabe o esforço para assegurar que cada um dos membros da organização viva, exercite e pratique intensamente os valores do negócio, assim como é importante criar mecanismos para perpetuar a diversidade no grupo de funcionários.
Uma alternativa para assegurar que a ideia da diversidade continue viva e consistente no seio da organização é exigir que o líder de um grupo de pessoas identifique, no processo de avaliação e desenvolvimento de seus liderados, o grau de diversidade. Por exemplo: qual o percentual de mulheres no total da área/departamento? Quantas ocupam posição de comando?
Eu precisava fazer esse tipo de exercício em uma das empresas em que trabalhei, e posso testemunhar que funciona. E bem!
A diversidade exige acolhimento às pessoas com respeito e igualdade. Se esses pontos não são considerados é possível afirmar que a tal diversidade trata-se de mera ação de marketing e a liderança do negócio perde a credibilidade.
Respeitar significa tratar a todos da mesma forma, estimulando e ouvindo suas ideias. Nada de ofender as pessoas com apelidos inapropriados e nem se deve permitir atos de humor jocoso.
Quanto à igualdade vale ressaltar a importância de que os profissionais sejam absolutamente avaliados por seus méritos, e como resultado todos participam das oportunidades de crescimento profissional.
As mudanças impostas pela globalização e as novas gerações compostas por seres humanos bem mais participativos e questionadores exigem das empresas a prática da diversidade, em meu ponto de vista.
Concluindo: as empresas bem sucedidas e ainda aquelas que buscam desempenho superior nos mercados em que atuam devem adotar, ou já adotam, a diversidade como elemento capaz de promover o sucesso do negócio.