Mudanças e desafios constantes: o que você pode fazer de diferente?

O Fórum Econômico Mundial foi criado como organização no ano de 1971 na Suíça, porém tornou-se crescentemente conhecido a partir de 1988, quando se deu início às reuniões e seminários promovidos todo final do mês de janeiro na cidade de Davos.

A importância do evento é inequívoca e a ele comparecem empresários, políticos, analistas, estudiosos de academia e líderes culturais de todo o mundo para discutir temas de grande relevância para a sociedade humana.

Neste ano de 2019, o evento, que se estende de 22 a 25 de janeiro, tem como tema: “Globalização 4.0: moldando uma nova arquitetura na Era da Quarta Revolução Industrial”, ou em inglês: “Globalization 4.0: Shaping a New Architecture in the Age of the Fourth Industrial Revolution”.

Não se deixe levar, no entanto, literalmente pelo significado da tal de Indústria 4.0, pois não só isso especificamente estará na agenda, embora vá se falar de Inteligência Artificial, por exemplo. Outros assuntos igualmente relevantes serão abordados, como a mudança climática, o protecionismo das nações e as também atuais discussões acerca de globalização versus “globalismo”.

As vertiginosas mudanças vivenciadas em nosso mundo nas últimas décadas e a certeza de que assim continuaremos exigem reflexão profunda e ações proativas no sentido de melhor absorvê-las, tirando o máximo proveito das coisas boas que promovem, e mitigando efeitos colaterais negativos que trazem.

No atual contexto, o que mais se prega no ambiente empresarial é a necessidade da adoção de visão de longo prazo por parte dos gestores, assegurando que os negócios sejam sustentáveis e, a partir daí, gerem riqueza e não o contrário.

É preciso cuidar do presente eliminando desperdícios e ações ao meio ambiente para assegurar que as futuras gerações tenham qualidade de vida num planeta harmonioso, perene e com menos desigualdade social.

Os gestores das firmas que atuam no mundo corporativo e os políticos “de plantão”, condutores das nações, necessitam trabalhar adequadamente alinhados a esses novos tempos, mas não só eles são responsáveis por esse futuro tão desejado. As pessoas que compõe os quadros destas organizações e responsáveis pela operacionalização/execução das ideias planejadas e decisões devem estar preparadas e engajadas na missão.

Você se sente preparado (a) para atuar positivamente nesse cenário? Entende e está motivado (a) clamando por visão de longo prazo e que considere não somente o lucro pelo lucro, mas o lucro como consequência de negócios sustentáveis?

Você empunha a bandeira da economia sustentável sem se deixar levar por “romantismo exagerado”, que às vezes inibe o crescimento na defesa fora da realidade de organizações não governamentais (ONGs), por exemplo?

As novas gerações – e esta é a boa notícia – têm tido comportamento sincero na defesa do negócio sustentável, porém é preciso estudar muito, e profundamente, todos as faces dos desafios a serem enfrentados, não é mesmo? As questões de ordem são: estudar sempre, se aperfeiçoar sempre, se fazer ouvido (a) participando ativamente na vida da empresa para a qual presta serviços.

Para não “reinventar” a roda, aqui segue uma lista, preparada por estudiosos, de motivações internas e externas que viabilizam a firma sustentável. Faça leitura atenta e verifique se isto acontece de fato em teu ambiente de trabalho, certo?

Ações Condutoras Internas (drivers):

  • A empresa atrai e age com vigor na retenção das pessoas; os empregados demonstram motivação e engajamento; as pessoas se destacam pelo alto rigor ético; há busca incessante por iniciativas que aumentem a produtividade; a melhoria contínua da qualidade está arraigada na cultura empresarial; não se deixa de investir em inovação e práticas inovativas; a gestão de riscos faz parte da agenda dos (as) executivos (as); há constante aperfeiçoamento dos processos internos;  a tolerância relativamente a atos antiéticos de qualquer natureza é zero; as pessoas contribuem de modo consistente para a redução de custos e diminuição de desperdícios; a prevenção a riscos ambientais se dá com planos de contingência robustos; as pessoas são estimuladas e exigidas a apresentar alto desempenho visando aumentar a lucratividade.

Ações Condutoras Externas (drivers):

  • A empresa cuida da reputação junto a seus  fornecedores, clientes e sociedade em geral; há trabalho incansável para mitigar multas e penalidades decorrentes de práticas indevidas nos negócios; os resultados consistentemente atingem e até superam as expectativas dos acionistas; há bom relacionamento com órgãos reguladores.

Bem, se a resposta para estes pontos acima citados for não,  eu recomendo você a ajudar a mudar as coisas ou então buscar outro lugar para ser ativo partícipe na economia sustentável tão discutida nas sessões do Fórum Econômico Mundial.

Abraço e Sucesso!

Revisão de texto: Virgínia De Biase Vicari

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