O líder e o que conta na formação e retenção de times de alto desempenho

O sucesso de um líder na organização para a qual presta serviços tem relação direta com o time de pessoas com o qual pode contar para entregar resultados acima das expectativas, não é?

Pois bem, a formação desse grupo de pessoas e o seu alto desempenho é tarefa que um líder, ou uma líder, não pode e não deve delegar, exigindo esforço, atenção e presença diários.

Partindo do pressuposto de que um líder bem-sucedido leva a sério suas habilidades e capacidades, com frequente atualização quanto às ferramentas de gestão, tanto no aspecto técnico como no humano (ou seja, está sempre se aperfeiçoando e aprendendo), vamos à uma lista de pontos que merecem estar na agenda para a obtenção consistente de alto desempenho por parte de todos que compõe o grupo de liderados:

  • Livre-se do “Ego”: o líder precisa estar vigilante quanto à sobriedade na função e com mente aberta para mudar de opinião, aceitando, onde aplicável, sugestão de mudanças advindas dos subordinados. O líder não pode tudo e também tem suas fragilidades;
  • Servir e não “ser servido”: orientações interessantes e aplicáveis que constam de um livro de grande sucesso de vendas no Brasil – “O Monge e o Executivo”, é recomendado para reflexão aqui. Líder, se coloque à disposição dos membros do time oferecendo suporte e ajuda sempre que julgar necessário. Faça disso um hábito de comportamento;
  • Monte a caixa de ferramentas: é importante na composição do time a presença de pessoas com capacidades e atitudes complementares. Lembra-se da história de que todos os instrumentos são importantes do piano ao triângulo? Aqui cabe também a questão da diversidade, ok?
  • Entenda até onde der a “psique”: as pessoas são diferentes e particulares, portanto não é possível tratar a todos do mesmo jeito. É importante estar atento(a) à natureza de cada um dos membros do time;
  • Delegar e deixar errar, também: muitos líderes exageram na concentração dos temas que se passam no interior de sua área, e isso não é bom, além de ser desalentador para aquelas pessoas que têm vontade de ampla participação e que querem correr o risco de errar. Sim, errar é permitido e traz enorme aprendizado e crescimento a qualquer profissional;
  • Assuma erros/equívocos: é provável que o líder, ou a líder, venha a cometer erros ao longo da jornada e precise mudar decisões equivocadas, certo? Pois bem, seja claro(a) com o time e demonstre humildade suficiente, assumindo claramente a questão;
  • Não faça “politicagem”, mas sim jogue o jogo político: sim em posição de liderança há jogo político e este é mais intenso ainda nos níveis mais altos da empresa. Deste modo muitas das vezes o líder, ou a líder, necessitam de sucesso no jogo político fortalecendo decisões e iniciativas do seu grupo de profissionais;
  • Transpire ética: lidere pelo exemplo e seja exemplo de comportamento absolutamente ético levando em conta não só as exigências legais, como também aquelas que constam do tal de “Código de Ética e Comportamento”, se sua empresa tiver um;
  • Clareza quanto aos objetivos e metas: o time e as pessoas individualmente precisam saber claramente o que delas é esperado e que serão “cobradas” por estes objetivos. É preciso pactuar, afinal o combinado não é caro, não é?
  • Exija resultado e celebre sucessos: o time deve apresentar resultados consistentes quanto aos objetivos traçados no coletivo e individualmente. E tão importante quanto o atingimento destes objetivos é a celebração do sucesso;
  • Ouça: o líder, ou a líder, deve ouvir mais do que falar. Ouvir, interpretar, alinhar o entendimento e aí então agir dando contribuição ao time;
  • Não limite o crescimento profissional: deixe seu subordinado, ou sua subordinada, voar! Quer dizer permita que aqueles bem sucedidos na missão possam dar passos à frente na carreira, independente de serem mantidos em seu time ou não;
  • Seja duro (a), mas justo (a): o líder, ou a líder, tem responsabilidade pelo sucesso do time e para tal muitas vezes tem de usar de sua autoridade com “feedback” difíceis. Isto, no entanto, deve ser absolutamente justo e bem compreendido pela outra parte;
  • O uso de método sem “engessar” a ação dos membros: o time deve trabalhar  com metodologia, processos de trabalho robustos e disciplina, porém é proibido “engessar” a área/empresa. Cabe sempre fazer as coisas de modo simples eliminando a excessiva “burocracia”;
  • Deixe a porta aberta para receber más notícias: o time deve ter liberdade para informar sobre coisas que não vão bem. Aqui talvez caiba também definir método para que problemas sejam “escalados”;
  • Promova os virtuosos e afaste os ineficientes: o time precisa ver claramente que as ações do líder, ou da líder, quanto às pessoas visa manter o alto desempenho do time, então, os que entregam resultados superiores têm oportunidade para galgar degraus acima na carreira enquanto os ineficientes não tem vez para continuar na organização e/ou na função.

Pense nisso!

Revisão de texto: Virgínia De Biase Vicari

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