O sucesso do líder na condução de sua área de responsabilidade, ou do negócio em geral, tem relação direta com o desempenho do time de pessoas que a ele, ou ela, está subordinado. Nesse sentido vale a pena chamar a atenção dos profissionais, incumbidos do papel de liderança, da importância na missão de construir e manter equipes de trabalho comprometidas com a entrega consistente de resultados excepcionais.
Não dá para ser diferente e, saiba, é possível desempenhar sempre melhor do que antes! Tenha certeza!!
Embora a relevância desse tema esteja presente na mente dos líderes nem sempre se consegue sucesso na empreitada. Ao contrário, os desafios dos negócios em ambiente de intensa disputa por espaço no mercado; de acelerada inovação; com fortes investimentos de concorrentes e ainda mudanças frequentes no ambiente econômico são fatores que associados à necessidade de manter o time de liderados focado nas metas propostas e pactuadas exigem muita dedicação e esforço para garantir o sucesso do resultado esperado.
É preciso reconhecer que o líder de hoje enfrenta situações complicadas e dessa forma há exigência de que este, ou esta, esteja preparado (a) para: a) manter alinhamento com a definição estratégica dos negócios da organização; b) devotar esforço no entendimento da dinâmica dos mercados e consequências na área de atuação; b) antecipar tendências e mudar o rumo dos planos, quando necessário e c) trabalhar em conjunto com o time para desenvolver caminhos alternativos e pactuar as ações futuras, assim como assegurar que todos estejam comprometidos com o sucesso.
Uma das questões debatidas no interior das empresas, desde algum tempo, é como se dá a definição das metas individuais e também do time de pessoas para materializar os objetivos colocados no papel? E aqui cabem algumas perguntas:
- As metas correspondem, na sua individualidade, ao objetivo maior da organização?
- As pessoas, e os times, participaram da discussão prévia das metas e existe consenso sobre o que foi pactuado/formalizado?
- As metas são específicas e podem ser medidas? Se sim, o método de medição é conhecido de todos?
- O plano de metas define prazo para entrega dos resultados?
- A empresa remunerará ou, recompensará por qualquer outro meio de reconhecimento as pessoas e/ou times que superarem as metas?
- Haverá medição ao longo do tempo para monitoramento do desempenho e que permita alguma correção de rumo, quando necessário?
Bem…acabou por aí, certo? Não!!
Falta aqui discutir uma questão de extrema relevância: a meta é atingível? Ou em outras palavras: dá para chegar lá? E com que recursos e /ou meios?
Numa leitura recente que fiz sobre determinação de metas no mundo corporativo há citação da importância de algumas regras básicas e, todas elas já foram listadas nas perguntas de a até f. Porém o que me chamou a atenção no texto é sobre a tal de “meta forçada” ou “stretch goal” tão divulgada em ambientes de empresas Norte Americanas. Nem todos gostam, mas as tais de metas forçadas existem e causam bastante desconforto entre as pessoas, na maioria das vezes.
A tal ideia de “stretch goal”, segundo a leitura, teria nascido na General Electric após uma visita de Jack Welch, famoso CEO da empresa, ao Japão quando lhe foi contada a história que sedimentou a evolução do trem bala, cuja tecnologia avançada teria sido resultado de desafio impensável e inimaginável de que poderia ser alcançado, após insistência e determinação da liderança incumbida de encontrar uma solução definitiva para o sistema de transporte no país.
Na experiência japonesa os técnicos do projeto trem bala defendiam a tese de que o desafio no desenvolvimento do produto estava limitado a alcançar uma velocidade média de 100 km/hora devido a diversas restrições e, por fim se acabou chegando a 200 km/hora com muito esforço e posição firme da liderança a qual afirmava ser possível fazer mais, embora não soube dizer claramente como! Isso foi realizado depois de o time encontrar soluções diversas para os desafios a partir do detalhamento de todas as tarefas.
No retorno à sede da GE nos Estados Unidos da América Jack Welch, junto com alguns de seus liderados, definiu que as metas estabelecidas com as pessoas da organização deveriam ser algo acima do “atingível” por consenso num primeiro momento. Em outras palavras: a meta teria de, literalmente, tirar as pessoas e os times de trabalho da zona de conforto.
A mudança da meta “realizável e atingível” para a “meta forçada”, embora tivesse causado stress, a princípio, passou a ser ferramenta importante na General Electric para o desempenho superior e exigiu verdadeira corrida para o “pensar fora da caixa” e tal modelo foi copiado por muitas empresas desde então.
Acredito que, embora cause desconforto, a adoção de metas forçadas tem se demostrado de muita valia para aqueles líderes que buscam desempenho superior das pessoas nas organizações. E você o que acha? Dá para fazer melhor, sempre?